Bom é quando você abstrai tudo,
simplesmente se torna observador e mero coadjuvante,
vivendo de sorriso em sorriso, de coisas boas,
abraços apertados e sem tristeza.
Seria perfeito, não?
Seria ideal talvez?
Ser indiferente.
Fugir ao que está na sua frente,
de mãos estendidas pedindo ajuda.
Mãos jovens, idosas, amigas, desconhecidas.
Mãos cinza, sem cor, nem vida,
puros fardos sociais,
feridas expostas de uma sociedade hipócrita,
desigual, egoísta, narcisista, mesquinha, alienada...
Que dorme em berço esplêndido...
O quanto nos iludimos com coisas fúteis, passageiras,
sendo a nossa única certeza nessa vida a própria morte.
Empilhamos coisas que não precisamos,
desejamos cada vez mais futilidades, confortos sem medida,
e esquecemos que o que se leva dessa vida é a vida que se leva.
Poderíamos nos preocupar com isso, refletir talvez?
Dar o primeiro passo, quebrar a indiferença já seria um grande avanço.
Enxergar que fora desse mundinho ideal, perfeito e feliz
que construímos existe um vazio.
Um vazio de cor, alegria, oportunidades,
um vazio de vida e de sorrisos,
um vazio de sentido por existir,
que não seja só sustentar o teto do consumismo desenfreado.
Quem sabe paramos de maquiar as pústulas?
Paramos de perfumar essa podridão?
Ah, quase esqueci...
Boas Festas!
simplesmente se torna observador e mero coadjuvante,
vivendo de sorriso em sorriso, de coisas boas,
abraços apertados e sem tristeza.
Seria perfeito, não?
Seria ideal talvez?
Ser indiferente.
Fugir ao que está na sua frente,
de mãos estendidas pedindo ajuda.
Mãos jovens, idosas, amigas, desconhecidas.
Mãos cinza, sem cor, nem vida,
puros fardos sociais,
feridas expostas de uma sociedade hipócrita,
desigual, egoísta, narcisista, mesquinha, alienada...
Que dorme em berço esplêndido...
O quanto nos iludimos com coisas fúteis, passageiras,
sendo a nossa única certeza nessa vida a própria morte.
Empilhamos coisas que não precisamos,
desejamos cada vez mais futilidades, confortos sem medida,
e esquecemos que o que se leva dessa vida é a vida que se leva.
Poderíamos nos preocupar com isso, refletir talvez?
Dar o primeiro passo, quebrar a indiferença já seria um grande avanço.
Enxergar que fora desse mundinho ideal, perfeito e feliz
que construímos existe um vazio.
Um vazio de cor, alegria, oportunidades,
um vazio de vida e de sorrisos,
um vazio de sentido por existir,
que não seja só sustentar o teto do consumismo desenfreado.
Quem sabe paramos de maquiar as pústulas?
Paramos de perfumar essa podridão?
Ah, quase esqueci...
Boas Festas!