sábado, 13 de outubro de 2012

De Repente


Acordo nublado, com certeza foi algo que comi. Bom, não posso matar o dia na cama.
Abro os olhos, levanto e vou lavar o rosto.
Demorei mais que o de costume para chegar ao banheiro. Finalmente abro a torneira e lavo meu rosto, olho o espelho e vejo que tenho que fazer a barba, pareço cansado mais cansado, estou com rugas? Nossa! Nunca tinha reparado nos cabelos brancos.
Devo estar envelhecendo mais rápido por conta do trabalho. Ainda sonolento, começo a tirar a roupa pro banho, quando entra no banheiro uma mulher horrível. Procuro desesperadamente uma toalha, e a única que encontro é uma de rosto. Antes de me recuperar do susto a criatura fala:
- Bom dia, Amor!
"- Amor?!?"
Me escoro na parede e acabo escorregando, caindo de cara no chão, desmaio.
Desperto com a "coisa" gritando e me batendo o rosto desesperada.
Cercado de empregados mudos (não cegos) tento ficar sentado, mas sou impedido por uma tonelada aflita.
- Levem-no pra cama. Ela grita.
Antes que alguém encostasse em mim fico de pé e acabei esquecendo a toalha. Começo a expulsar todos, inclusive a mulher.
- Saiam daqui! Já estou melhor! Não foi nada!
Até que saíram rápido.
O desespero começa a bater.
"- O que está acontecendo?"
Ando pelo quarto e dou de cara com um estranho.
"- Não! É um espelho"
"- Meu Deus! SOU EU?
Não... Não pode ser!
Pareço ter cinquenta anos."
"-Já sei! é um pesadelo, a água vai me despertar."
Corro ao chuveiro, abro o máximo. Nada. Volto ao quarto e lá de fora perguntam:
- Está tudo bem?
- Tudo ótimo. Não foi nada.
Só se for sobre o controle do diabo, que inferno.
Me belisco, quase arranco um pedaço de carne. Nada. Fico imóvel por um instante e há várias fotos minhas e da "minha esposa"? Olho para minha mão e confirmo ao ver a aliança.
"- Como isso aconteceu?"
Até que ela me é familiar... Não me lembro de onde.
Saio para a sacada. De cima vejo um jardim, uma fonte, árvores.
"- É claro! Já sei como acordar desse pesadelo.
Vou me jogar daqui e a queda vai me acordar."
Subi no parapeito e olhei pra baixo.
"- Não é tão alto, mas acho que dá."
Pulei. Caí. Senti meus ossos rompendo a carne.
Acordo, no hospital.
Não era um sonho. É um pesadelo!