-Senhor, perguntaram-me hoje
Sobre você-sabe-o-quê
-Que desgosto, adolescente
O que estão a dizer?
Que não estão a obedecer
-Não podem, não devem!
Assim é, assim tem que ser
-Não devem ou não podem?
Não há uma diferença?
-O que querem saber também,
Com toda essa fala mansa?
-Realmente, senhor, não sabem
Nem sequer devem
-Te enganas, meu jovem
Na verdade, não podem
-Mas já não fazem?
Se fazem é por que podem
-Já não mais te conheço,
Quem és tu?
-Nasci agora e não entendo
Não sei qual o teu prazer
-O que foi, está sendo
Assim foi, assim tem que ser