quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Uma Vez e Para Sempre


-Senhor, perguntaram-me hoje
Sobre você-sabe-o-quê

-Que desgosto, adolescente
O que estão a dizer?

-Dizem que todos fazem
Que não estão a obedecer

-Não podem, não devem!
Assim é, assim tem que ser

-Não devem ou não podem?
Não há uma diferença?

-O que querem saber também,
Com toda essa fala mansa?

-Realmente, senhor, não sabem
Nem sequer devem

-Te enganas, meu jovem
Na verdade, não podem

-Mas já não fazem?
Se fazem é por que podem

-Já não mais te conheço,
Quem és tu?

-Nasci agora e não entendo
Não sei qual o teu prazer

-O que foi, está sendo
Assim foi, assim tem que ser