quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Warum Krieg?



Um a um tombam no front, as buchas de canhão,
no altar da falsa liberdade, escorre sangue pelo chão
é insuportável o barulho, artilharia, rajadas, granadas de mão.
Fazem da cena uma grande orquestra, para ouvidos da destruição.


Já é tarde para se arrepender, da coragem e patriotismo, cegos!
Quando as portas do inferno se abrirem, a morte é seu companheiro certo.
Aos que suspiraram após o combate, apenas a certeza 
a diferença entre mortos e vivos, já não passa da posição da plaqueta.


Entre escombros e breve silêncio, um soldado escreve uma carta,
talvez sua última expressão humana antes da próxima batalha,
pede a Deus que não o abandone que possa rever seus amados,
se ignora o que lhe aguarda, de inocência está tomado.


A guerra encanta o poeta, pois é a máxima expressão
dos sentimentos e anseios do humano cidadão.
Une desejos, interesses, reencontros, solidão
todos sob o contexto, da máxima agressão.


Agressão à carne, à vida, à alma
agressão à escolha, ao destino, à calma
agressão da ilusão, da ambição, das armas
agressão do homem, ao homem, por nada.